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Aposentadoria Híbrida: O que é e quem tem direito?

A aposentadoria híbrida é uma modalidade de aposentadoria que pode ser muito útil para quem trabalhou tanto em atividades rurais quanto urbanas ao longo da vida.

É o seu caso?

Então me acompanhe neste artigo até o final.

A aposentadoria híbrida permite que você some o tempo de trabalho no campo com o tempo de trabalho na cidade para cumprir os requisitos necessários para se aposentar.

Isso é especialmente vantajoso para quem passou parte da vida no meio rural e, depois, foi para a zona urbana.

E aqui, vou explicar como funciona a aposentadoria híbrida, quem pode solicitar, quais são os documentos necessários e como você pode garantir seus direitos.

Confira:

  1. O que é a aposentadoria híbrida?

  2. Quem pode ter direito a aposentadoria híbrida?

  3. Como comprovar o tempo de trabalho rural?

  4. Qual o valor da aposentadoria híbrida?

  5. Como dar entrada na aposentadoria híbrida?

Se você já trabalhou em áreas rurais e urbanas, esse tipo de aposentadoria pode ser o caminho ideal para você se aposentar mais rápido.

Vamos entender melhor?


  1. O que é a aposentadoria híbrida?

A aposentadoria híbrida é uma modalidade de aposentadoria que foi criada para ajudar pessoas que trabalharam tanto em áreas urbanas quanto em áreas rurais ao longo da vida.

Ela permite que você, como trabalhador, possa somar o tempo de serviço em ambos os ambientes, no campo e na cidade, para alcançar o tempo mínimo exigido pela Previdência Social para a aposentadoria por idade.

Normalmente, existem regras diferentes para quem trabalhou na zona rural e na zona urbana, mas, com a aposentadoria híbrida, o INSS junta esses períodos, facilitando o processo para quem teve uma vida profissional dividida entre o campo e a cidade.

Por exemplo, se você trabalhou alguns anos na roça e depois passou a trabalhar na cidade, poderá usar esse tempo rural para contar junto com o tempo de trabalho urbano e assim completar o tempo necessário para se aposentar.

O que importa aqui é a soma total de todos esses períodos, o que pode agilizar muito o seu pedido de aposentadoria.

  1. Quem pode ter direito a aposentadoria híbrida em 2024?

Essa é uma dúvida muito comum.

Pois bem.

Se você trabalhou parte da sua vida na zona rural e outra parte na zona urbana, pode ter direito à aposentadoria híbrida.

Esse tipo de aposentadoria foi criado justamente para atender pessoas que dividiram sua vida profissional entre o campo e a cidade, permitindo que o tempo de serviço em ambas as áreas seja somado para a contagem da aposentadoria por idade.

Vamos entender isso melhor?

Veja quem pode ter direito a aposentadoria híbrida em 2024:

Idade Mínima

  • 65 anos de idade: Para homens

  • 62 anos de idade: Para mulheres

Tempo de Contribuição

  • 15 anos de tempo de contribuição: Que pode ser somado entre o trabalho rural e o urbano

Exemplo prático da Maria

Vamos imaginar que Maria, aos 62 anos, tenha trabalhado 10 anos em atividades rurais e, depois, passou 5 anos trabalhando na cidade

Com a aposentadoria híbrida, esses 15 anos (10 no campo e 5 na cidade) são somados, e você pode solicitar sua aposentadoria por idade

A aposentadoria híbrida é válida tanto para quem trabalhou como empregado com carteira assinada no campo ou na cidade, quanto para quem atuou como trabalhador autônomo ou segurado especial (que são os pequenos produtores rurais, pescadores artesanais, entre outros).

No entanto, é preciso comprovar o tempo de trabalho rural.

Continue me acompanhando no próximo tópico.

  1. Como comprovar o tempo de trabalho rural?

Para conseguir a aposentadoria híbrida, que combina o tempo de trabalho rural e urbano, é fundamental comprovar o tempo de trabalho rural.

Eu listei os documentos que você vai precisar para o INSS reconhecer o período que você trabalhou no campo.

Confira comigo:

Declaração de sindicato

Se você for associado a algum sindicato rural ou cooperativa, eles podem fornecer uma declaração comprovando sua atuação no campo.

Esse documento tem bastante peso, especialmente se for complementado com outros comprovantes.

Certidão de casamento ou nascimento

Se sua certidão de casamento ou nascimento consta de sua ocupação como agricultor ou trabalhador rural, esse é um ótimo documento para reforçar a sua condição de trabalhador rural.

Mesmo documentos de parentes podem ser úteis, como os pais ou cônjuges, se provarem que a família toda trabalhava na atividade rural.

Notas fiscais de venda da produção

Se você atuou como produtor rural, as notas fiscais de venda da produção podem ser usadas como prova.

Elas precisam ter o seu nome e mostrar que você comercializa produtos agrícolas.

Comprovantes de contribuição ao INCRA

O INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) emite comprovantes de contribuição para pequenos produtores rurais.

Se você tem algum documento de contribuição ao INCRA, ele serve como evidência do seu tempo de trabalho no campo.

Contrato de arrendamento, parceria ou comodato rural

Se você trabalhou como agricultor em terras arrendadas ou em parceria com outros agricultores, os contratos de arrendamento ou parceria rural podem ser apresentados como prova.

Declaração de testemunhas

Além dos documentos, você pode complementar sua comprovação com declarações de testemunhas que confirmem que você trabalhou no campo.

Essas testemunhas podem ser seus vizinhos ou pessoas que conheciam sua rotina de trabalho. Essas declarações serão ainda mais fortes se forem levadas em audiência judicial, se necessário.

Carteira de Trabalho

Se você foi empregado rural com carteira assinada, sua CTPS é um dos documentos mais claros para comprovar o tempo de serviço no campo.

Nela deve constar o nome do empregador, o cargo ocupado e o período em que você trabalhou.

Como você pode observar, o INSS aceita uma série de documentos como prova do tempo de trabalho rural, mas eles precisam ser consistentes e demonstrar claramente que você atuou em atividades agrícolas ou como trabalhador rural.

Qualquer falha ou falta de comprovação pode causar o indeferimento de seu benefício.

Por isso, o ideal é buscar o auxílio de um bom advogado previdenciário para reunir todas as provas necessárias e buscar formas alternativas de comprovar esse tempo.

Dessa forma, o advogado vai:

  • Ajudar a identificar todos os documentos que podem ser usados no seu caso

  • Garantir que a documentação esteja completa e organizada antes de enviar o pedido

  • Se necessário, elaborar recursos para contestar uma negativa do INSS

  • Orientar sobre audiências e declarações de testemunhas

Ter um profissional especializado ao seu lado pode fazer toda a diferença para evitar que você perca seu direito.

Continuando…

  1. Qual o valor da aposentadoria híbrida?

Se você está se preparando para solicitar essa aposentadoria em 2024, é fundamental entender como funciona o cálculo do valor desse benefício.

O valor da aposentadoria híbrida em 2024 segue as mesmas regras de cálculo aplicáveis às outras modalidades de aposentadoria por tempo de contribuição ou idade, de acordo com as mudanças introduzidas pela Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019).

Os principais pontos que você precisa saber são:

Cálculo da média dos salários

O primeiro passo para definir o valor da sua aposentadoria é o cálculo da média salarial.

O INSS vai considerar 100% de todas as suas contribuições realizadas desde julho de 1994. Isso inclui tanto os períodos de trabalho rural quanto urbano.

Antes da reforma, o cálculo da média era feito com base nas 80% maiores contribuições, descartando as 20% menores.

Mas, com as novas regras, todas as contribuições entram no cálculo (100%) o que pode diminuir o valor do benefício caso você tenha períodos de baixa contribuição.

Percentual da média

Após calcular a média dos salários de contribuição, o INSS vai aplicar um percentual sobre essa média.

Esse percentual varia conforme o tempo de contribuição que você acumulou ao longo da sua vida de trabalho.

A regra geral é a seguinte:

  • O benefício começa com 60% da média dos salários de contribuição, e a partir daí, você ganha 2% a mais por cada ano de contribuição que exceder 15 anos de contribuição para mulheres e 20 anos para homens.

Quer um exemplo para entender melhor? Então é pra já! Veja:

  • Se você é homem e tem 25 anos de contribuição, seu benefício será de 70% da média (60% + 2% por cada um dos 5 anos além dos 20 anos mínimos)

  • Se você é mulher e tem 22 anos de contribuição, o benefício será de 74% da média (60% + 2% por cada um dos 7 anos além dos 15 anos mínimos)

Influência do tempo rural e urbano

Para a aposentadoria híbrida, o tempo de trabalho rural e urbano são somados.

Ou seja, você pode combinar os dois tipos de atividade para completar o tempo de contribuição necessário.

No entanto, o tempo rural não altera o cálculo do valor em si. Ele apenas serve para ajudar a completar o período exigido para a aposentadoria.

Impacto da idade mínima

Em 2024, para se aposentar por idade com a modalidade híbrida, você precisa cumprir os seguintes requisitos de idade mínima:

  • 62 anos para mulheres

  • 65 anos para homens

Mesmo atingindo a idade mínima, é essencial que você tenha cumprido o tempo mínimo de contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para homens) para que o percentual aplicado sobre a média salarial seja calculado de forma correta.

Fator previdenciário

Uma dúvida comum é se o fator previdenciário ainda afeta o valor da aposentadoria híbrida.

Em 2024, o fator previdenciário não é mais aplicado obrigatoriamente para aposentadorias por idade, como é o caso da híbrida.

Ele só será usado se for mais vantajoso para o segurado. Isso é raro, mas pode acontecer em situações em que a combinação de idade e tempo de contribuição resultaria em um benefício maior.

Resumindo

O valor da aposentadoria híbrida em 2024 é calculado com base na média de todas as contribuições feitas durante a sua vida de trabalho, tanto rural quanto urbano.

Embora o tempo rural ajude a completar o tempo necessário para a aposentadoria, ele não altera o cálculo do valor do benefício em si.

Para garantir que tudo seja feito corretamente e que você receba o valor justo, contar com a orientação de um advogado previdenciário é sempre a melhor opção.

  1. Como dar entrada na aposentadoria híbrida?

Se você não sabe por onde começar, não precisa se preocupar mais.

Antes de qualquer coisa, embora não seja obrigatório, o ideal é buscar o auxílio de um advogado previdenciário.

Além de te orientar sobre os documentos e o processo, o advogado será essencial caso haja algum problema ou negativa por parte do INSS.

Veja como dar entrada na aposentadoria híbrida passo a passo com o apoio de um especialista:

1º Passo: Verificar se você cumpre os requisitos para dar entrada na aposentadoria híbrida

O primeiro passo é garantir que você cumpre os requisitos básicos para a aposentadoria híbrida. Em 2024, esses requisitos são:

  • Idade mínima: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

  • Tempo mínimo de contribuição: 15 anos de trabalho somando atividades urbanas e rurais.

Você pode ter períodos de trabalho como agricultor ou em atividades rurais e, em outros momentos, ter trabalhado com carteira assinada em uma cidade, por exemplo.

O importante é que esses períodos possam ser comprovados.

2º Passo: Organizar a papelada necessária

Uma parte essencial do processo é reunir todos os documentos que comprovem tanto o tempo de trabalho rural quanto urbano. Veja o que você vai precisar:

Documentos pessoais

Esses são os documentos básicos, que todo aposentado precisa apresentar para qualquer tipo de benefício no INSS:

  • Documento de identidade (RG ou CNH)

  • CPF

  • Comprovante de residência atualizado (água, luz, telefone)

  • Certidão de nascimento ou casamento

Esses documentos são os primeiros que você precisa separar, pois vão te identificar no sistema do INSS.

Documentos para comprovar o tempo de trabalho urbano

Se você trabalhou com carteira assinada, é necessário apresentar documentos que comprovem esse tempo de contribuição urbana:

  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS): Nela estão registradas as datas de admissão e demissão, além de informações sobre o empregador

  • Extrato do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais): Esse documento é emitido pelo site ou aplicativo do INSS e contém todo o histórico das suas contribuições previdenciárias

  • Guias de recolhimento (GPS): Para quem trabalhou como autônomo ou contribuinte individual, os carnês de contribuição são fundamentais para comprovar o pagamento

Esses registros são indispensáveis para comprovar o tempo de trabalho em áreas urbanas.

Documentos para comprovar o tempo de trabalho rural

Aqui é onde muitos aposentados encontram dificuldades, pois o trabalho rural, em muitas situações, não é formalizado. Mas existem diversas maneiras de comprovar esse tempo:

  • Certidão de casamento: Se você foi casado no campo e o documento indica a sua profissão como agricultor

  • Certidão de nascimento dos filhos: Caso os filhos tenham nascido na zona rural e no documento consta a atividade rural

  • Contrato de arrendamento ou parceria agrícola: Se você ou sua família tinham terras para cultivo, esses contratos servem como comprovação

  • Notas fiscais de venda de produtos agrícolas: Vendas de produtos como leite, frutas, grãos, entre outros, podem ser usadas para demonstrar a atividade rural

  • Certificados emitidos por sindicatos rurais: O sindicato pode fornecer uma declaração que confirme seu tempo de trabalho no campo

  • Declarações de testemunhas: vizinhos, colegas de trabalho ou pessoas que conhecem a sua vida na zona rural podem fazer declarações que sirvam como prova complementar

Vale destacar que o INSS pode ser rigoroso quanto a essas provas, exigindo que elas cubram os períodos corretos de tempo rural.

Por isso, quanto mais documentos você tiver, melhor.

3º Passo: Dar entrada no processo no INSS

O advogado vai revisar cada um dos seus documentos para garantir que eles estejam em ordem e atendam aos critérios exigidos pelo INSS.

Isso é especialmente importante para o tempo de trabalho rural, que muitas vezes exige provas complementares e bem detalhadas.

Além disso, o especialista também vai te orientar sobre como conseguir provas adicionais, como certidões emitidas por sindicatos rurais ou testemunhas que possam ser chamadas a dar depoimentos.

Com toda a documentação em mãos, o advogado vai preencher o formulário do INSS, garantindo que tudo esteja conforme o exigido pelo INSS, montar o processo e dar entrada no pedido de aposentadoria.

4º Passo: Acompanhamento do processo

O advogado previdenciário irá acompanhar o andamento do seu processo no INSS.

Isso significa que ele poderá monitorar se o INSS está pedindo documentos adicionais ou se está demorando além do normal para tomar uma decisão.

Esse acompanhamento próximo pode evitar que o processo fique parado por muito tempo ou que você perca prazos importantes.

5º Passo: Recorrer à Justiça se necessário

Se o INSS negar o seu pedido de aposentadoria híbrida, o advogado vai ingressar com uma Ação na Justiça para garantir o seu direito.

O auxílio de um advogado é essencial nesses casos, pois ele tem o conhecimento técnico necessário para defender o seu caso de forma eficaz.

Requerer a aposentadoria híbrida em 2024 envolve uma série de documentos que comprovem o seu tempo de trabalho urbano e rural.

Reunir essas provas pode ser um processo trabalhoso, mas com a orientação de um advogado previdenciário, você terá mais segurança de que tudo será feito corretamente.

O advogado te ajudará a verificar se você cumpre todos os requisitos, organizará os documentos necessários e acompanhará o pedido junto ao INSS, garantindo que você tenha o melhor suporte possível para conseguir o seu benefício.

Conclusão

Você chegou ao final da leitura e agora já sabe que a aposentadoria híbrida é uma modalidade de aposentadoria que permite somar o tempo de trabalho rural e urbano para que você possa atingir o tempo mínimo de contribuição exigido pelo INSS.

Ela é uma excelente alternativa para quem trabalhou tanto na cidade quanto no campo e não conseguiu completar o tempo de contribuição em um único regime.

Para ter direito a essa aposentadoria, é importante cumprir os requisitos de idade e de tempo de contribuição, além de comprovar o trabalho rural de forma adequada.

Felizmente agora você está preparado para ir em busca de seus direitos, afinal aqui eu mostrei:

  • O que é a aposentadoria híbrida

  • Quem pode ter direito a aposentadoria híbrida

  • Como comprovar o tempo de trabalho rural

  • Qual o valor da aposentadoria híbrida

  • Como dar entrada na aposentadoria híbrida

Você se identificou com essa situação e acredita que tem direito à aposentadoria híbrida?

Contar com o apoio de um advogado previdenciário pode fazer toda a diferença.

Ele pode te ajudar a garantir que o pedido seja feito de forma correta, evitando erros que possam atrasar a concessão do seu benefício.

Bom, fico por aqui.

Ah, e se você ainda ficou com alguma dúvida é só deixar lá nos comentários.

Leia também:

 Descontos indevidos na aposentadoria: Como identificar e o que fazer?

Novo alvo Pente Fino 2024: Aposentadoria por Invalidez. 

Câncer aposentadoria do INSS: Como conseguir a aposentadoria por invalidez?

Continue nos acompanhando e até a próxima.

 


Descontos indevidos na aposentadoria: Como identificar e o que fazer?

Se você é aposentado ou pensionista do INSS, é importante ficar atento aos descontos que aparecem no seu benefício todos os meses.

Recentemente, o INSS revelou que mais de R$ 45 milhões foram cobrados indevidamente de aposentados em descontos não autorizados.

Isso mostra que esse problema é mais comum do que parece e que muitos segurados acabam sendo prejudicados sem saber.

Justamente por isso, preparei este post.

Aqui eu vou mostrar como identificar se existe um desconto indevido e o que fazer se for identificado algum desconto não autorizado.

Dá só uma olhada:

  1. O que são descontos indevidos na aposentadoria?
  2. 7 Tipos de descontos indevidos mais comuns na aposentadoria.
  3. Como identificar um desconto indevido na aposentadoria?
  4. O que fazer se identificar um desconto indevido na aposentadoria?
  5. Quais são os seus direitos ao vencer o processo na Justiça contra os descontos indevidos?
  6. Como funciona o processo de devolução dos valores descontados indevidamente?
  7. Como escolher um advogado previdenciário para garantir os seus direitos?

Legal né? Com todas essas informações você vai saber identificar um desconto indevido o que fazer para garantir que esse erro seja corrigido e que todos os seus direitos sejam respeitados.

Tenha uma boa leitura.

 

11.  O que são descontos indevidos na aposentadoria?

Recentemente, o INSS revelou que mais de R$45 milhões foram descontados indevidamente de aposentados e pensionistas.

Mas, afinal, o que isso significa?

Desconto indevido na aposentadoria é qualquer valor que é retirado do seu benefício de forma incorreta, sem a sua autorização ou sem justificativa legal.

Isso pode acontecer por diferentes motivos, como:

Empréstimos consignados que você não contratou

Cobranças de associações ou sindicatos sem consentimento

Erros administrativos no cálculo do benefício

Veja um exemplo de desconto indevido na aposentadoria.

Exemplo do João

João, um aposentado de 68 anos de idade, sempre recebia o benefício direitinho.

Um dia, ele percebeu que o valor que caiu na conta estava menor do que o esperado.

Ao olhar o extrato do banco, ele viu que havia um desconto referente a um empréstimo consignado que ele não reconhecia.

Seu João nunca tinha feito esse empréstimo.

Então, ele foi ao banco para tentar entender o que aconteceu.

Lá, informaram que o contrato de consignado estava ativo em nome dele. Mas ele não se lembrava de ter assinado nada e não autorizou aquele desconto.

Casos como o de seu João são mais comuns do que imaginamos.

O INSS recentemente revelou que 45 milhões de reais foram descontados indevidamente de aposentados e pensionistas, seja por cobranças de empréstimos, seja por outras taxas que não deveriam ser aplicadas.

Um absurdo, eu entendo.

 

Eu listei os tipos de descontos indevidos mais comuns na aposentadoria. Veja.

Esse é um dos casos mais comuns.

Muitas vezes, aposentados descobrem que estão pagando por empréstimos que nunca solicitaram.

O empréstimo consignado é aquele em que o valor da parcela é descontado automaticamente do benefício.

Golpes envolvendo falsos correspondentes bancários ou erros administrativos podem fazer com que esse tipo de cobrança indevida apareça no seu extrato.

2. Descontos para associações e sindicatos

Outro tipo de desconto que aparece sem a autorização do beneficiário envolve cobranças de contribuições para associações, sindicatos ou cooperativas.

Às vezes, os aposentados são incluídos em organizações sem perceber, e valores começam a ser descontados automaticamente.

3. Cobranças de seguros ou planos de saúde não contratados

Alguns aposentados também encontram descontos referentes a seguros de vida ou planos de saúde que nunca contrataram.

Instituições financeiras podem oferecer esses serviços quando você faz empréstimos, mas, em muitos casos, a adesão acontece sem o consentimento claro do aposentado.

4. Descontos duplicados  

Esse é um erro administrativo que, infelizmente, pode acontecer.

Você pode estar pagando duas vezes por um serviço ou por um empréstimo.

Isso ocorre quando há falhas no sistema de cobrança e o mesmo valor é debitado mais de uma vez.

5. Descontos após quitação do empréstimo

Se você já terminou de pagar um empréstimo consignado, mas o valor das parcelas continua sendo descontado, isso é um problema sério.

Os descontos deveriam parar assim que o saldo devedor for zerado.

Esse é um erro que pode passar despercebido, principalmente porque as parcelas já fazem parte do cálculo do valor que você recebe.

6. Cobranças por serviços não utilizados

Às vezes, podem aparecer cobranças de serviços que você nunca utilizou, como pacotes de assistência ou consultorias.

Essas cobranças podem estar embutidas em contratos de empréstimos ou associações, mas, se você nunca utilizou ou autorizou, elas são consideradas indevidas.

7. Fraudes e golpes

Infelizmente, aposentados são alvo de fraudes com frequência.

Isso inclui golpes de terceiros que obtêm informações pessoais e realizam contratos de empréstimos ou associações em nome do aposentado, sem seu conhecimento.

Esse tipo de situação requer ação imediata, pois além de prejudicar financeiramente, envolve o risco de ter os dados pessoais comprometidos.

E infelizmente, muitos segurados só percebem o erro quando o valor que cai na conta está menor do que deveria, mas nem sempre sabem como resolver.

3. Como identificar um desconto indevido na aposentadoria?

Identificar um desconto indevido na sua aposentadoria é uma questão muito importante para garantir que você esteja recebendo o valor correto do seu benefício.

Muitas vezes, aposentados e pensionistas podem nem perceber que estão sendo prejudicados, já que os descontos aparecem de forma automática e podem ser confundidos com outras cobranças legítimas, como empréstimos consignados.

Então, não precisa mais perder o sono por causa disso.

Eu vou mostrar como você pode identificar esses descontos indevidos.

Vamos lá?

1. Verifique seu extrato mensalmente


O primeiro passo é sempre acompanhar seu extrato bancário ou acessar o Meu INSS para consultar o histórico de pagamentos.

No extrato, todos os descontos serão discriminados.

Observe com atenção os valores descontados e veja se você reconhece todas as cobranças.

Descontos comuns podem ser referentes ao imposto de renda, empréstimos consignados (se você realmente contratou), planos de saúde ou associações autorizadas por você.


Se você identificar um desconto que não reconhece, especialmente se for algo que você não autorizou, como um empréstimo consignado que você nunca solicitou, ou taxas de associações que você não pediu para ser filiado, esse pode ser um sinal de fraude ou erro administrativo.

O INSS revelou recentemente que 45 milhões de reais foram descontados indevidamente de aposentadorias e pensões, o que significa que isso pode estar acontecendo com muita gente.

3. Compare o valor que você deveria receber com o valor recebido


O valor que você deveria receber é fixo, com exceção de reajustes anuais.

Se, de um mês para outro, o valor que cai na sua conta estiver menor sem uma justificativa clara, isso pode ser um sinal de que algo está errado.

Por exemplo, se você não contratou nenhum empréstimo, não se filiou a nenhum sindicato ou associação, e não houve reajustes legais, o valor deveria permanecer o mesmo.

4. Consulte seu extrato detalhado do INSS


Além de verificar o extrato bancário, você pode acessar o Meu INSS e consultar o extrato detalhado de pagamentos.

Nele, você verá todas as informações sobre o seu benefício, incluindo os descontos aplicados.

Atenção!

Ao conferir o extrato, fique atento a qualquer cobrança que você não reconheça, como empréstimos consignados que você não contratou, contribuições para associações ou sindicatos que você não autorizou, ou cobranças de serviços como seguros ou planos de saúde que você não solicitou.


4. O que fazer se identificar um desconto indevido na aposentadoria?


Se você é aposentado ou pensionista do INSS e identificou um desconto indevido no seu benefício, a primeira coisa que precisa saber é que isso não é algo incomum.

Lembrando que o próprio INSS revelou recentemente que houve mais de 45 milhões de reais em descontos indevidos, o que mostra o tamanho desse problema.

Mas fique tranquilo, pois há formas de resolver essa situação, e eu vou te explicar passo a passo o que fazer e por que é tão importante contar com o auxílio de um advogado previdenciário nesse processo.

1º Passo: Reunir toda a documentação

Se você identificou um desconto indevido, é importante reunir a maior quantidade de documentos possíveis para provar que você não autorizou aquele desconto.

Isso inclui:

  • Extrato do INSS
  • Contratos de empréstimos que você de fato tenha assinado (se houver)
  • Qualquer outro documento que ajude a mostrar que aquela cobrança não deveria estar acontecendo

2º Passo: Procurar um advogado previdenciário

Contar com o auxílio de um bom advogado previdenciário é crucial. Veja porque.

O advogado vai te ajudar a entender quais são os seus direitos, analisar toda a documentação e identificar a melhor estratégia para reverter a situação.

Se o problema não for resolvido de forma administrativa, o advogado pode entrar com uma ação judicial pedindo não só o cancelamento do desconto, mas também a devolução dos valores descontados indevidamente e, em certos casos, danos morais.

O advogado vai acompanhar o processo, garantir que você não seja prejudicado e que todas as providências sejam tomadas da forma mais rápida e eficiente possível.

Vai por mim: Quando um desconto indevido é identificado, entrar com uma ação judicial é o caminho. Através da justiça, você pode conseguir:

  • O cancelamento imediato do desconto
  • A devolução dos valores que foram retirados indevidamente do seu benefício
  • Indenização por danos morais, caso o erro tenha te causado constrangimento, estresse ou prejuízos maiores

Por falar nisso...


5. Quais são os seus direitos ao vencer o processo na Justiça contra os descontos indevidos?

 

5.    Quais são os seus direitos ao vencer o processo na Justiça contra os descontos indevidos?

Ao vencer um processo judicial contra descontos indevidos no seu benefício, há alguns direitos importantes que você precisa entender.

São eles:

1. Cancelamento imediato dos descontos indevidos

O primeiro direito que você conquista ao vencer o processo judicial é o cancelamento imediato de qualquer desconto indevido que estava sendo aplicado no seu benefício.

Isso significa que, a partir da decisão da justiça, o INSS ou a instituição financeira responsável pela cobrança é obrigada a parar de fazer qualquer dedução do valor da sua aposentadoria ou pensão que não foi autorizada por você.

Esses descontos podem incluir, por exemplo, empréstimos consignados que você não contratou, contribuições para associações ou sindicatos que você não autorizou, seguros, entre outros.

2. Devolução dos valores já descontados

Outro direito importante é a devolução integral dos valores que foram descontados de forma indevida.

Todos os valores que foram retirados do seu benefício de maneira errada serão devolvidos, corrigidos monetariamente.

Na prática, você vai receber não só o valor que foi descontado, mas também um ajuste, conforme a inflação e os índices econômicos, para compensar o tempo em que você ficou sem aquele dinheiro.

Aqui é importante lembrar que, quanto mais tempo durou o desconto indevido, maior será o valor que você terá direito a receber de volta.

3. Indenização por danos morais

Além do cancelamento dos descontos e da devolução dos valores, você pode ter direito a uma indenização por danos morais.

Essa indenização é destinada a compensar o estresse, o constrangimento e os prejuízos emocionais ou psicológicos que você pode ter sofrido devido ao desconto indevido.

Por exemplo, se você enfrentou dificuldades financeiras por ter recebido um valor menor no seu benefício durante meses ou anos, ou se teve que lidar com cobranças e dívidas que não eram suas, esse dano pode ser reconhecido pela justiça, e a instituição responsável poderá ser condenada a pagar um valor adicional como reparação.

Cada caso é analisado individualmente, mas quando o erro causou prejuízos significativos à sua vida, a justiça tende a garantir essa compensação.

4. Restituição com correção monetária e juros

Se houve demora no reconhecimento do erro e na devolução dos valores, o aposentado ou pensionista tem direito a receber a restituição corrigida monetariamente, com juros calculados desde o momento em que o desconto começou até o momento em que os valores forem efetivamente devolvidos.

Esse é um fator importante porque assegura que o aposentado ou pensionista não seja prejudicado financeiramente pela demora no processo. Justo, não é mesmo?


6. Como funciona o processo de devolução dos valores descontados indevidamente?

 

6.

Após a decisão favorável, a devolução dos valores ocorre de forma direta, seja por meio de depósito bancário ou crédito no benefício previdenciário.

O INSS ou a instituição financeira é obrigada a respeitar os prazos e executar a devolução de maneira correta.

Em alguns casos, dependendo do valor a ser restituído, a devolução pode ocorrer de forma parcelada, mas isso será definido pela justiça.

O ideal é contar com o auxílio de um bom advogado previdenciário para assegurar todos os seus direitos.


7

Saber como escolher um bom advogado previdenciário para entrar com uma ação judicial é fundamental para garantir que todos os seus direitos sejam respeitados.

E para te ajudar nessa escolha, eu listei 5 dicas valiosas. Vem comigo.

1. Escolha um advogado especialista em direito previdenciário

O primeiro passo para garantir que sua ação judicial seja bem-sucedida é escolher um advogado especializado em Direito Previdenciário.

Um especialista tem conhecimento específico das leis que regem o INSS, benefícios previdenciários e, principalmente, a forma como os descontos indevidos podem ser combatidos na justiça.

Como estamos lidando com uma questão bastante técnica, a especialização do advogado é crucial.

Um advogado previdenciário vai saber identificar rapidamente se o desconto que você está sofrendo é realmente indevido, quais documentos são necessários e quais os melhores argumentos para que você consiga uma decisão favorável o mais rápido possível.

Você pode checar essa informação navegando no site do advogado ou escritório.

Pesquise o site, se tem um blog e os artigos que ele costuma escrever.

2. Experiência com caso de descontos indevidos na aposentadoria

Além da especialização, é importante que o advogado tenha experiência com casos de descontos indevidos na aposentadoria ou pensão.

O INSS revelou recentemente que 45 milhões de reais foram descontados indevidamente das aposentadorias de muitos beneficiários, o que mostra a seriedade do problema.

Um advogado experiente já lidou com esse tipo de situação e sabe como conduzir o processo de forma eficiente.

Você pode perguntar ao advogado se ele já trabalhou em casos parecidos, quantos processos ele já ganhou e qual foi a média de tempo que esses casos levaram para serem resolvidos.

A experiência do profissional pode fazer toda a diferença para o sucesso da sua causa.

Afinal, quanto mais precavido melhor.

3. Avaliar reputação e referências

o advogado ou do escritório de advocacia. Procure saber como os clientes anteriores avaliam o trabalho do profissional.

É possível encontrar referências na internet, em sites de avaliações de advogados, ou até mesmo conversando com outros aposentados que já passaram por essa situação.

A reputação do advogado é um reflexo direto do seu comprometimento e competência.

Um bom advogado previdenciário deve ser alguém em quem você pode confiar, que está disposto a explicar todos os passos do processo e que vai te manter informado durante cada etapa da ação judicial.

4. Confira a inscrição do advogado na OAB

Infelizmente, muitos aposentados acabam sendo alvo de fraudes e acabam contratando falsos advogados ou profissionais despreparados.

Para evitar esse risco, sempre certifique-se de que o advogado está devidamente registrado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Você pode consultar a inscrição diretamente no site da OAB da sua região ou no Cadastro Nacional de Advogados.

Em São Paulo, por exemplo, a página para consultas é esta: Consulta Inscritos OAB/SP.

Se a informação constar “regular”, o advogado está habilitado para cuidar de seus direitos.

5. Agende uma consulta com o advogado previdenciário

A quinta dica é agendar uma consulta com o advogado previdenciário.

E se não quiser conversar presencialmente, pode ser até mesmo uma reunião remota.

Além de garantir segurança e agilidade ao seu processo, você terá o atendimento online, da cidade em que estiver e do conforto de sua casa.

Mas, para tanto, você deverá encontrar um escritório que garanta o atendimento 100% online.

Será a mesma dinâmica de um atendimento presencial, mas que será efetivado de forma remota, seja por chamada de vídeo, WatsApp, e-mail, ligações, dentre outros meios de comunicação digital.

A comunicação aberta e transparente é essencial para um relacionamento bem-sucedido entre cliente e advogado.

Com essa pesquisa, você terá boas referências e saberá pesar os prós e os contras, se o advogado realmente atende as suas expectativas e esclarecer todas as suas dúvidas.

 

Conclusão

Como você viu ao longo deste conteúdo, o próprio INSS revelou que 45 milhões de reais foram descontados de forma indevida das aposentadorias e pensões.

Isso mostra que o problema é muito mais comum do que se imagina, afetando milhares de beneficiários.

Esse tipo de irregularidade pode causar sérios problemas financeiros e é por isso que a justiça tem se posicionado de forma firme para corrigir essas falhas e garantir que o aposentado ou pensionista não seja prejudicado.

Agora que você já sabe o que é um desconto indevido, como identificar o que fazer, está mais preparado para enfrentar essa situação.

Afinal, aqui eu mostrei:

  • O que são descontos indevidos na aposentadoria
  • 7 Tipos de descontos indevidos mais comuns na aposentadoria
  • Como identificar um desconto indevido na aposentadoria
  • O que fazer se identificar um desconto indevido na aposentadoria
  • Quais são os seus direitos ao vencer o processo na Justiça contra os descontos indevidos
  • Como funciona o processo de devolução dos valores descontados indevidamente
  • Como escolher um advogado previdenciário para garantir os seus direitos

 

Se você identificou descontos indevidos no seu benefício, saiba que a justiça está do seu lado para garantir que esse erro seja corrigido e que todos os seus direitos sejam respeitados.

Bom, fico por aqui e espero ter ajudado.

Mas se você ainda ficou com alguma dúvida é só deixar lá nos comentários.


Continue nos acompanhando e até a próxima.

 

Novas regras Empréstimo Consignado 2025.

Se você está pensando em contratar um empréstimo consignado, é importante ficar por dentro das novas regras que começarão a valer em 2025.

O empréstimo consignado, que desconta as parcelas diretamente do salário ou benefício do INSS, sempre foi uma opção vantajosa por conta das taxas de juros mais baixas.

No entanto, com as mudanças recentes, é fundamental entender como essas regras podem impactar a sua decisão, para evitar problemas no futuro e garantir que o crédito seja contratado de forma segura e vantajosa.

Neste artigo, vou explicar de forma simples o que mudou, quais são os seus direitos e os cuidados que você deve ter antes de fechar um contrato.

Confira um pouquinho do que você vai encontrar aqui:

  1. O que é um Empréstimo Consignado?

  2. Como funciona o Empréstimo Consignado?

  3. Novas regras para Empréstimo Consignado em 2025: O que você precisa saber.

  4. E para quem já tinha um Empréstimo Consignado? O contrato será afetado?

  5. Cuidado com os golpes do Empréstimo Consignado.

Com todas essas informações você vai entender como vão ficar os novos contratos a partir de 2025 e como vão ficar os contratos atuais.

 Vamos lá?


  1. O que é um Empréstimo Consignado?

Como aposentado, certamente você já deve ter ouvido falar na opção de Empréstimo Consignado.

Mas o que significa exatamente essa modalidade de empréstimo? Pois bem.

O empréstimo consignado é uma forma de crédito onde o pagamento das parcelas é descontado diretamente do seu benefício do INSS.

Isto é, o valor é retirado antes mesmo de você receber sua aposentadoria ou pensão.

E o grande diferencial é que os juros costumam ser mais baixos do que os de outras modalidades de empréstimo, como o pessoal ou o rotativo do cartão de crédito.

Isso acontece porque o banco ou a financeira tem uma garantia de que vai receber as parcelas, já que elas são descontadas automaticamente do seu benefício.

Assim, como o risco de não pagamento é menor, os juros também são reduzidos.

Vamos entender isso melhor? Continue acompanhando no próximo tópico.


  1. Como funciona o Empréstimo Consignado?

De forma simples, o Empréstimo Consignado é uma modalidade de crédito mais acessível.

No entanto, você só pode comprometer uma parte do seu benefício com o pagamento dessas parcelas, que é chamada de margem consignável.

Pela regra atual, você pode comprometer até 35% da sua aposentadoria com as parcelas do empréstimo e mais 5% com o cartão de crédito consignado, totalizando até 40%.

Esse limite existe para garantir que você ainda tenha uma boa parte do seu benefício disponível para suas despesas do dia a dia.

Vou mostrar por meio de um exemplo para você entender melhor.

Exemplo do João

João é aposentado do INSS e precisa de um valor para cobrir uma despesa importante, a reforma da sua casa.

Ele procurou contratar um empréstimo consignado por ter juros mais baixos e a forma de pagamento mais prática.

João vai precisar de R$10.000,00. Ao conversar com o banco, eles te oferecem o empréstimo com juros de 1,5% ao mês, um valor comum para esse tipo de crédito.

Ele optou por pagar em 60 meses (5 anos), o que deixa as parcelas mais suaves.

O banco então vai descontar automaticamente R$262,38 todo mês do seu benefício do INSS, até que o empréstimo seja quitado.

Esse valor já vem descontado assim que você recebe a aposentadoria, sem a necessidade de você se preocupar em pagar boletos.

Agora, lembre-se: João não pode comprometer mais do que 35% do valor da sua aposentadoria com parcelas de empréstimos consignados.

Ou seja, se a sua aposentadoria for de R$ 2.000,00, o máximo que ele poderá pagar em empréstimos consignados é R$ 700,00 por mês.

Se as parcelas de R$262,38 estiverem dentro desse limite, o empréstimo será aprovado, e o dinheiro é depositado diretamente na sua conta.

Mas se o valor ultrapassar a margem, você terá que ajustar o número de parcelas ou o valor solicitado para que caiba dentro da sua margem consignável.

Ficou mais claro com esse exemplo?

Esse é um exemplo prático de como funciona o empréstimo consignado e o que você deve observar.

É importante avaliar se o valor da parcela cabe no seu orçamento e garantir que não comprometa muito a sua renda mensal.

No entanto, o empréstimo consignado terá novas regras a partir de 2025.

Fique atento!


  1. Novas regras para o Empréstimo Consignado em 2025: O que você precisa saber. 

Novas regras para a modalidade de empréstimo consignado vão entrar em vigor a partir de 01.01.2025.

Não precisa se preocupar.

Vou explicar quais serão essas novas regras e o que vai mudar nos contratos.

Me acompanhe.

1. Limite menor de desconto (Margem Consignável)

Até 2024, você poderia comprometer até 35% do valor da sua aposentadoria com o pagamento do empréstimo consignado.

A partir de 2025, essa margem será reduzida para 30%.

Isso significa que, se você recebe R$2.000,00 de benefício, o máximo que poderá ser descontado por mês é R$600,00, garantindo que você tenha mais dinheiro disponível para outras despesas.

Essa mudança foi feita para proteger os aposentados de comprometerem uma parcela muito grande de sua renda, deixando você com mais segurança financeira no dia a dia.

2. Taxa de juros controlado

Outra mudança importante é o controle dos juros.

O governo vai impor um teto máximo para os juros cobrados nos empréstimos consignados.

Isso quer dizer que as instituições financeiras não poderão cobrar taxas de juros abusivas, o que vai ajudar você a pagar menos ao final do contrato.

É uma forma de garantir que você não se endivida com juros altíssimos.

3. Portabilidade facilitada

A portabilidade do consignado também vai ficar mais fácil em 2025.

Caso você já tenha um empréstimo, poderá transferir sua dívida de um banco para outro que ofereça melhores condições, como juros mais baixos.

Isso te dá mais liberdade para escolher a melhor opção e economizar dinheiro. E o melhor: a portabilidade vai ser menos burocrática, o que facilita todo o processo.

4. Mais transparência nos contratos

As novas regras exigem que as instituições financeiras sejam ainda mais transparentes na hora de fechar o contrato.

Na prática, todas as informações sobre:

  • Juros

  • Número de parcelas

  • Valor total do empréstimo

  • Impacto no seu benefício

Todas essas informações devem ser claras e fáceis de entender. Se você tiver dúvidas, o banco ou financeira tem a obrigação de explicar tudo de forma simples, para que você não assine nada sem saber exatamente o que está contratando.

5. Combate ao assédio por parte dos bancos

Muitos aposentados sofrem com o assédio de bancos e financeiras, recebendo ligações ou sendo pressionados a fazer empréstimos que nem estavam planejando.

A partir de 2025, haverá mais fiscalização para combater essas práticas abusivas.

Se você se sentir incomodado ou pressionado, pode denunciar, e o banco poderá ser penalizado.

As novas regras garantem que você tenha mais tranquilidade para decidir se quer ou não contratar o empréstimo.


  1. E para quem já tinha um Empréstimo Consignado? O contrato será afetado?

Se você é aposentado do INSS e já contratou um empréstimo consignado antes de 2025, pode estar se perguntando: Essas novas regras vão me afetar? Preciso me preocupar?

Por isso vou direto ao ponto: 

Quem já tem um empréstimo consignado contratado NÃO será afetado.

Portanto, as condições que você fechou, como a taxa de juros, o número de parcelas e o valor descontado da sua aposentadoria, vão continuar exatamente as mesmas até o fim do contrato.

O que foi acordado no seu contrato vai ser mantido, sem surpresas.

Se, no futuro, você decidir fazer um novo empréstimo consignado ou refinanciar o seu contrato atual, aí sim as novas regras passarão a valer.

Isso inclui, por exemplo, o novo teto de juros que será controlado pelo governo e a redução da margem consignável para 30%.

Enquanto o contrato atual estiver em vigor, as novas regras não vão te atingir.

Só que, atenção aos golpes do empréstimo consignado. Isso mesmo que você leu.


  1. Cuidado com os golpes do Empréstimo Consignado. 

Os empréstimos consignados são uma forma prática de conseguir crédito com desconto direto na sua aposentadoria, mas também é um campo onde muitas fraudes podem acontecer.

Por isso, contar com a orientação de um advogado previdenciário pode ser uma grande vantagem para garantir que você faça o melhor negócio, com segurança e sem cair em armadilhas.

Saiba como um advogado pode te ajudar nesse processo e como você pode se proteger de golpes.

Verificar as condições de empréstimo

Ao contratar um empréstimo consignado, é importante que você tenha certeza de que as condições são justas e adequadas para o seu orçamento.

Um advogado pode:

  • Analisar o contrato antes de você assinar, garantindo que os juros estejam dentro do limite permitido por lei e que não haja cláusulas abusivas

  • Verificar as taxas e prazos para garantir que você está contratando um empréstimo com condições transparentes

  • Explicar o impacto das parcelas no valor do seu benefício

Muitas vezes, aposentados são levados a pensar que as parcelas são pequenas, mas um advogado pode te ajudar a entender o efeito real desses descontos no longo prazo.

Proteger os seus dados pessoais

Muitos golpes de empréstimo consignado acontecem porque os dados dos aposentados são utilizados sem autorização.

Um advogado pode te orientar sobre:

  • Como proteger seus dados pessoais: Como CPF e número do benefício, e a importância de não compartilhar nenhum tipo de dado com qualquer pessoa ou empresa

  • Verificar se seu nome foi usado indevidamente: Se você recebeu uma proposta ou percebeu um depósito estranho na sua conta, um advogado pode investigar se houve fraude e tomar as medidas legais necessárias

Ajudar a cancelar empréstimos indevidos

Caso você tenha recebido um empréstimo que não solicitou, ou que foi contratado sem o seu consentimento, um advogado pode ser fundamental para:

Solicitar o cancelamento do empréstimo junto ao banco ou instituição financeira

Acompanhar todo o processo de devolução do dinheiro que foi descontado de forma indevida no seu benefício

Entrar com ação judicial para pedir uma indenização por danos morais, caso o empréstimo tenha causado transtornos e prejuízos

Evitar golpes e fraudes

Infelizmente, aposentados são frequentemente vítimas de golpes envolvendo empréstimos consignados.

Aqui estão algumas maneiras de como um advogado pode te ajudar a se proteger:

  • Confirmando a legitimidade da oferta: Um advogado pode verificar se a empresa ou banco que está oferecendo o empréstimo é confiável e está registrada no Banco Central

  • Orientando sobre ofertas enganosas: Muitas vezes, os golpistas oferecem empréstimos com condições boas demais para ser verdade. Um advogado vai te alertar sobre esse tipo de fraude e evitar que você caia em armadilhas, como a exigência de depósitos antecipados

  • Acompanhando todo o processo de contratação: Se você tem receio de errar ou ser enganado, o advogado pode te ajudar desde a escolha da instituição financeira até a assinatura do contrato, garantindo que tudo esteja de acordo com a lei

Agir imediatamente em caso de qualquer problema

Se você já contratou um empréstimo consignado e está enfrentando problemas, como descontos indevidos, juros abusivos ou dificuldade em cancelar o contrato, um advogado pode tomar providências legais para:

  • Analisar seu contrato e identificar irregularidades

  • Negociar com o banco ou entrar com uma ação na justiça, caso a instituição não queira resolver a situação de forma amigável

  • Defender os seus direitos e garantir que você não seja prejudicado financeiramente

 

Guarde essa dica de especialista:

  • Desconfie de ofertas irresistíveis: Se a proposta parece boa demais, fique atento

  • Não forneça dados pessoais por telefone ou mensagens: Apenas faça isso em canais oficiais e quando você mesmo buscar a instituição

  • Nunca faça depósitos antecipados: Nenhuma instituição séria cobra taxas antes de liberar o crédito

  • Revise seu extrato bancário e do INSS regularmente: Isso ajuda a detectar qualquer desconto ou movimentação estranha no seu benefício

  • Denuncie qualquer suspeita de golpe: Se algo parecer errado, entre em contato com o banco, o INSS e até mesmo as autoridades

 

Conclusão

Você chegou ao final dessa leitura e viu que o empréstimo consignado é uma modalidade facilitada de crédito para aposentados e pensionistas do INSS.

E infelizmente, é um campo onde muitas fraudes podem acontecer.

Por este motivo, novas regras para a solicitação do empréstimo consignado vão começar a valer a partir de 01.01.2025, dentre elas:

  • Limite menor de desconto

  • Taxa de juros controlado

  • Portabilidade facilitada

  • Maior transparência nos contratos

  • Combate ao assédio por parte dos bancos

Você viu também que para quem já tem um empréstimo ativo, não precisa se preocupar com alterações nas condições. O que foi acordado no contrato vai ser mantido, sem surpresas.

Apenas se, no futuro, você decidir fazer um novo empréstimo consignado ou refinanciar o seu contrato atual, aí sim as novas regras passarão a valer.

O ideal, é buscar o auxílio de um bom advogado previdenciário para analisar o seu caso direitinho e garantir todos os seus direitos.

Ah, e se você ainda ficou com alguma dúvida é só deixar lá nos comentários.

Leia também:

Novo alvo Pente Fino 2024: Aposentadoria por Invalidez.

Câncer aposentadoria do INSS: Como conseguir a aposentadoria por invalidez?

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Continue nos acompanhando e até a próxima.

 


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